A Teoria de Tudo (do inglês, The Theory of Everything), lançado em 2014, indicado para o Oscar de Melhor Ator, narra a vida do gênio Stephen Hawking (Eddie Redmanye), autor de um grande estudo acerca dos buracos negros que marcou a física moderna e que sofreu ao longo dos anos em cima de uma cadeira de rodas com a doença motora degenerativa.
Uma longa-metragem de aproximadamente 124 minutos permitiu que o diretor James Marsh abordasse como foi os desafios acadêmicos e pessoais e a superação diária vivida pelo físico ao lado de sua esposa Jane Hawking (Felicity Jones). O objetivo do diretor em conjunto ao roteirista Anthony McCarten foi tornar a obra cinematográfica o mais fidedigno aos relatos escritos pela Senhora Hawking na obra "Travelling to Infinity: The True Story Behind the Theory of Everything" e perante a crítica foram felizes nessa escolha.
A história se constrói a partir do processo de doutorado de Stephen em Cambridge e o início da paixão por Jane, estudante de Artes, aos arredores da universidade. Ele começa a ter contato com o estado da arte acerca dos buracos negros, o que induz a avançar os estudos nessa área da cosmologia. Após o início dessa paixão, o cientista começa a sofrer com os primeiros sinais de sua doença degenerativa, o que lentamente afeta seus movimentos, mas não prejudica a sua mente.
Ao decorrer do filme, a paixão do casal se tornou um casamento e gerou frutos, entretanto a sua doença foi se agravando ao longo dos anos, mas não impediu que a sua genialidade fosse prejudicada, a busca pelo entendimento físico e matemático do funcionamento dos buracos negros foi o seu esforço máximo perante a sua limitação. Podemos ver ao longo do filme que Jane contribuiu bastante com os seus cuidados para com o seu marido, o que possibilitou ele se movimentar mesmo não podendo ter isso naturalmente, desde a sua preocupação do estado de saúde de Hawking ao jogar uma partida de croquet até a sua comunicação após perder a fala por causa de sua pneumonia.
Do ponto de vista científico apresentado no filme, Stephen Hawking sempre preocupou-se em simplificar o máximo a sua teoria sobre buracos negros e a sua interpretação sobre a situações físicas, por exemplo, na cena que ele está junto a Jane no campus da universidade e explicando a ideia da singularidade por meio da ideia de retroceder o tempo como se fosse um relógio. O físico sempre dizia estar em busca de uma única equação que pudesse resolver tudo. Para o filósofo da ciência Thomas Kuhn, a aceitação de uma teoria se assemelha a uma conversão, ou seja, para tornar alguém adepto a ela é necessário que a sua estrutura seja precisa, consistente, abrangente, simples e fértil para novos cenários, e a medida que assistimos ao filme, vemos que a teoria de Hawking cobre toda essa estruturação, principalmente na ideia da simplicidade, o que é mostrado várias cenas que provam a adesão da tese de Stephen pela comunidade científica, desde a apresentação da sua tese de doutorado, as suas publicações na renomada revista Nature e as variadas premiações recebidas.
A experiência transmitida pelo filme agrega bastante aos fãs de cinema, além de que a expectativa de uma releitura de um livro para um filme é superestimada. É bastante válido assistir A Teoria de Tudo pelo menos uma vez, visto que apresenta a vida de um dos gênios cientistas do século XX e a sua contribuição para a humanidade, além disso mostra o poder da superação humana perante as dificuldades, no caso dele sendo algo físico.
Disponível nas principais plataformas de streaming
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